releio antigos textos meus de há alguns (muitos - porque já não sou a rapariga que leio e que os escreveu) anos atrás e fascina-me a capacidade de amar sem medidas que tinha quando era mais nova.
vivia no mundo da fantasia, não o sabia, mas leio-me realmente feliz e também realmente triste nas épocas passadas.
hoje consigo entender perfeitamente a pessoa que sou e a maneira como amo, após reler tantos textos de amor que aqui tenho guardados.
embora não sejam dedicados à pessoa do meu presente, sinto que, muitas das palavras que já disse e senti anteriormente, me estavam a preparar para o amor de agora. o amor adulto, cheio de falhas mas feliz, maduro, meigo, atento.
namoro com ele há 4 meses, conheço-o há 6 e sinto que o conheço de há mil vidas atrás. conquistou-me com a sua atitude positiva e despreocupada com o meu passado, com a sua simpatia (que às vezes lá me irrita e tá tudo bem), com a sua maneira de ver o mundo e de encarar os meus devaneios de mulher - todos temos os nossos momentos diz-me ele. e eu não posso evitar apaixonar-me mais uma vez por ele quando ele me passa esta segurança de homem crescido.
ele faz-me sentir uma menina pequenina de novo e inexperiente no amor, o engraçado, é que eu embora tenha muita experiência, sinto que com ele, tou a dar os primeiros passos agora. e isso faz-me tremendamente feliz.
sinto que passei um pano em tudo o que já me aconteceu. principalmente nos desamores, nas mágoas, nas falhas. ao mesmo tempo, relembro-me de que: se eu disser isto, vou parecer a maior idiota à face da terra mas que se dane, tenho mesmo de dizer. e digo! e ele compreensivo, homem com H grande, tem a maior paciência do mundo para mim.
ainda não fui capaz de lhe dizer com palavras que o amo, mas sei que ele o sabe. ele sabe, porque se há coisa que ele faz bem sem dizer nada é ler-me. retraído, mais sossegado do que eu em todos os sentidos, observador nato e inteligente, muito inteligente, ele sabe.
gostava de voltar a ter a aptidão de descrever o amor em palavras como conseguia antes, mas eu também amadureci, e mesmo assim, deixei de encontrar palavras que consigam igualar ao milímetro o que sinto por ele.
já fiz muitas juras de amor, que na altura eram o que eu sentia, já pensei em muitos para sempres. mas com ele... não sinto que haja necessidade de lhe jurar seja o que for nem impingir promessas e muito menos fazer projetos para mostrar certeza do que sinto.
e é por isso que eu sei que ele o sabe.
ele também não mo diz, e eu sinto-o. sinto-o sempre que ele sorri para mim e me diz coisas que me tiram o sério, sinto-o quando ele se mete a conduzir feito doido. sinto-o quando está calado. sinto-o o no toque. sinto-o no bom dia sempre meigo dele. sinto-o até mesmo quando me deixa a falar para o boneco por se ter deixado dormir.
se há coisa mais genuína e incrível do que isto no amor, então não sei o que seja.
obrigada Jorge. és o amor que mereço.