é estranho voltar a esta casa onde já fui muito feliz, e, ainda mais estranho é (re)ler tudo o que já escrevi e vivi, talvez porque vejo uma Débora muito diferente da que se apresenta, aqui - hoje.
tanta inocência, tanto sonho, tanto amor (perdidos, todos eles). vejo que, a única coisa que se mantém é o gosto pelas palavras, mas até essas já me assustam. mantém-se a personalidade forte e vincada desde a tenra idade. mantém-se o gosto pelas músicas, pelas artes; mas perdeu-se toda a pureza. - essa que nunca mais irá voltar.
nasceu a matreirice, o olho ficou muito mais aberto e eu já não sou quem fui e acho que não conseguirei fazer renascer metade do que já fui. ai, se eu soubesse... teria amado mais, aproveitado mais, vivido mais; mas essas vontades há muito que me abandonaram.