lembro-me da primeira vez que me apaixonei. ou, da primeira vez que pensei que me apaixonei. vejo hoje que foi bom enquanto durou, e que me ensinou tudo o que sei hoje. lembro-me dos sorrisos cheios de medo e timidez, dos encontrões, das conversas engraçadas no msn. recordo-me de quem era, e com saudade recordo-me do que vivi ao lado dele. recordo-me da ingenuidade predominante. lembro-me das surpresas, lembro-me das prendas. recordo-me dos momentos menos bons, e dos choros. lembro-me da ausência, lembro-me das saudades. lembro-me do fim, e lembro-me de a dor me consumir.
hoje sei que o primeiro amor nunca dura para sempre, e por mais que nós venhamos a prometer, isso nunca acontece. resta-nos a saudade, e a lembrança de momentos felizes.
amei, mas não foi suficiente. nem ele me amou o suficiente. de verdade? não, também não foi um amor totalmente verdadeiro.
amor verdadeiro é aquele que nos consome com as borboletas no estômago mesmo passado muito tempo, e que não deixa de brilhar. amor de verdade é aquele que tenho hoje, presentemente. maduro, único e cheio de lucidez. sonhos, promessas, confiança, cumplicidade. amor de verdade, é aquele que mesmo com o passar do tempo renovas cada dia o teu amor pela pessoa que partilhas uma vida em comum. amor de verdade, supera todas as metas. e amor de verdade, não é de todo... o primeiro amor.