domingo, 31 de janeiro de 2021

há muito tempo que deixei de escrever; sobre o que sinto, penso, vivo e quem sou. 
não que eu tenha deixado de sentir, pensar e viver; mas sim, porque deixei de ser quem era.
há uma parte em mim que ainda existe aquela miúda sonhadora e cheia de esperança, apaixonada e muito mas muito inocente.
mas o mundo dá voltas, não é?
então, embora essa miúda exista bem lá no fundo, ela já não se sobrepõe à mulher que hoje está formada.
a mulher matreira, de coração fechado a sete chaves, que já não pensa no amanhã mas sim no hoje. a mulher que sabe o que quer, como quer e quando quer. a mulher que já não se deixa enganar. a mulher que de apaixonada mostra pouco ou quase nada.
mas achei que estava na altura, na altura de voltar, mesmo que esteja completamente diferente daquilo que era. mesmo assim, continuo a ter muito que dizer. e irei fazê-lo, porque quero e porque posso. simples, nú e cru.