domingo, 12 de abril de 2020

271218 ~ 270320

não me fales, não me procures - nem penses que existo. por favor, é o último favor que te peço, vê se este o consegues fazer (já que a tantos outros falhaste redondamente). eu não quero, já não quero nada vindo de ti. não quero contacto, conversa fiada, nem novidades da treta. isso a mim é-me igual a zero e vale o mesmo que nada. não é agora que tens de ser algo que devias ter sido há uns tempos atrás. é tarde para tentares manter uma amizade de fachada, ou teres respeito pelo antigo amor que dizias sentir.

sabes, dá-me vontade de rir quando me falavas no quanto me dizias amar, confessa, a ti também te dá piada, não dá? porque foi tudo menos amor o que sentiste e eu vi, eu vi com as tuas atitudes que tu não sabes amar a ninguém sem ser a ti mesmo, e nem sabes amar para além da pessoa perfeita que criaste na tua cabeça mas txanana - não existiu nem nunca vai existir.

quiseste-me por eu ser assim, furacão - mas tu não tens estofo para um furacão, pois não passas de um gatinho pequenino que mal se sabe assanhar. eu sei bem que te dei trabalho, não sou fácil. meu deus, até lágrimas de crocodilo conseguiste deitar. mas e daí? se assim que foste ganhando terreno querias que eu fosse uma pessoa que não sou? de que te serviu?

tu sabias. sabias que eu nunca ia mudar, nunca te ia dar o que () não tinha, nem ia fingir. e mesmo assim insististe. diz-me, para quê? para me ires matando ainda mais do que eu já estava? 

mas felizmente já acabou!

espero que, sejas feliz, mas não pretendo saber da tua felicidade. espero que cresças e chegues à idade que tens, pois ainda tens alguns anos em atraso. que aprendas com os teus enormes erros, que ganhes humildade. que páres de te espelhar em pessoas de contos de fadas, pois isso não é a realidade. ah! e para a próxima? dedica-te de coração, sei que o tens aí algures.