terça-feira, 28 de abril de 2015

02:33

faz hoje 4 dias que o que mais amei resolveu me por de parte e já me parecem 4 meses. eu nunca amei de verdade e com tamanha intensidade antes, nunca soube o que era o amor até chegar ele. sempre foi um amor atribulado com a distância, uma coisa ou outra, mas que em todo o caso os problemas acabavam por resolver-se e o amor acabava por vencer e pensava eu, tola, que isso bastava. chegou a altura em que ele achou que o amor não era suficiente sendo já incapaz de sofrer pela distância de modo a ficar bem com ele próprio, acabou por escolher o fim. mas eu não escolhi o fim com ele. todos os dias tenho tentado fazê-lo abrir os olhos mas está difícil. foram quase 3 anos de namoro e acho que só eu é que continuei agarrada à ideia de que nunca iríamos vacilar, ou pelo menos agarrei-me à ideia que ele junto de mim nunca iria vacilar. mas ele vacilou. mesmo com amor no peito, ele vacilou. e eu não. pediu-me compreensão e eu tento dá-la. pediu-me para não me afastar para não me perder por completo e eu não me afastei. disse-me que no futuro talvez daria e eu não tenho respostas. disse-me que me amava como pessoa mas a relação já não dava. acabou comigo mas continuou a querer-me com ele. egoísta. eu sei. e eu? fartei-me de perguntar. não tenho voto na matéria? não posso baixar os braços assim. de nada serviu. quero seguir em frente e ele pediu-me para não o fazer. e o que faço eu? aqui, sozinha? como posso amar de verdade por dois, como posso lutar por dois? cada resposta dele é uma vitória que termina em mágoa. ainda não sequei as lágrimas, perdi o apetite, ando nervosa. não me sinto eu. as borboletas invertidas são a minha companhia. quero desistir e não quero. quero desprender-me dele e não posso. porque ele me pediu. que tipo de amor é este? eu amo-me a sério que me amo a mim própria. mas também o amo a ele mesmo tendo desistido de nós. os dias custam a passar, as horas são uma atormenta e respirar dá-me uma enorme dor no peito. não sei o que fazer. 
sinto-me perdida.