tenho saudades tuas. raramente consigo escrever sobre ti, porque ainda estou em negação depois da tua partida. não sei o que realmente dizer ou pensar, porque ainda não acredito que me deixaste aqui nesta casa já sem alegria. a avó não é a mesma, já raramente sorri; chora muito e isso custa-me. a mãe, tua filha, ensinou-me a dar valor à família, pois um dia eu estarei no lugar dela, a sofrer por ela. ou pela avó. não quero sofrer mais partidas, mas eu sei que esses dias haverão de chegar. deixaste em mim uma saudade imensa que não sei descrever. dói por dentro e inunda-me a alma de lágrimas silenciosas. não sei como te dizer que me deixaste perdida. entendes? eras o meu porto-seguro. o meu defensor, o meu melhor amigo mesmo que quase nada da minha vida soubesses. eu tinha e tenho um amor por ti imenso, quase louco, voraz. é isso que me dá mais saudades. de te ver e de sentir um orgulho enorme por ter em casa o homem da minha vida, o exemplo ideal daquilo que quero encontrar em alguém um dia. eras tudo para mim... e depois partiste. não sei como te dizer, ou escrever... mas sinto a tua falta. quero-te comigo de novo e nada faz sentido sem ti. na minha vida, na da avó, na da mãe, ou até mesmo na do tio. por eu me ter tornado tão fechada é que não consigo chorar na frente deles, para não os ajudar a sofrer também a tua perca. só te queria pedir desculpas pelos meus erros, os maus caminhos que já segui ou estive para seguir, desculpa-me os meus segredos que nunca te contei e desculpa-me sobretudo se te desiludi. para mim, continuarás a ser o meu avô, o meu homem, o meu mundo. amo-te avô. e desculpa-me se não me consegui despedir devidamente de ti. serás eterno, até que a gente se encontre novamente.
com muito amor.