devia-o ter conhecido agora e não antes. talvez as nossas vidas quando se cruzassem agora fizessem mais sentido. sem mentalidades forçadas às modas antigas impostas pelos avós, e mães destinadas ao fracasso no amor. sem qualquer tipo de problema no que toca a uma mente limpa e aberta. sem compromissos que obrigam a coisas que para mim, hoje, não fazem o mais mínimo sentido. mas antes, quando o conheci era a mais pura e inocente rapariga que alguém poderia conhecer. e ele, bem, do contra era um ilusionista para o meu coração porque fazia-me acreditar em magia. amei-o com tudo o que tive e até mesmo com o que não tive. fui buscar forças além do imaginável, acreditei em fábulas e histórias de encantar. fui feliz e nem por um minuto que seja me consigo arrepender do meu passado com ele. o problema é que o compromisso obriga-nos muitas vezes a sermos cegos, não o amor, que esse é bastante transparente. ou se se ama mesmo, ou então é fachada. e eu ceguei-me com medos ridículos, ideias sem pés nem cabeça. desgastei-me a mim, a ele e ao que nutríamos um por o outro. até a nossa amizade que outrora tinha nascido perfeita se tornou vaga, numa amplitude de vazio. mas os anos passam, os erros tornam-se lições. e eu aprendi a agir da maneira correcta. livre de preconceitos... gosto de estar com ele sem me obrigar a isso. mas hoje... sem remorsos, digo que ainda o sei de cor. banalidade seria escrever que o amo. porque não, o meu coração fechou-se a trinco e agora pertence-me, a chave só eu a tenho. irei sempre guardar um carinho inestimável por ele. fez-me crescer, e faz parte de mim, de quem sou e de quem quero ser. devo-lhe um gigante obrigada tal e qual à altura dele. porque o adoro... um dia de cada vez.