eu acreditava mesmo que o amor era uma coisa que todos nós precisávamos de ter ou viver para podermos ser pessoas concretizadas de si mesmas, um amor intocável e brilhante em que todos os recantos por onde passássemos nos invejassem tal brilho. enganei-me, e enganei-me durante muito tempo. de todas as certezas que tinha acerca do amor, falhei em todas. com o passar do tempo adquiri experiência no ramo e hoje penso de maneira contraria. eu não quero um amor que todos invejem mas que que todos o procurem, quero um segredo, quero algo só meu. acredito que não são promessas e prendas que fazem um amor durar mais. a beleza está em estar-se juntos sem obrigação, sem satisfações ao mundo lá fora. uma relação não tem que ser do mundo, mas sim vivida em conjunto. só eu e ele. é a pensar assim que me faz ter esperanças relativamente ao amor. já tentei as outras maneiras e acabei por falhar. e no amor não se falha.