domingo, 28 de agosto de 2011

ao amor,

acreditei demasiado tempo no amor, desde pequena. sempre o achei engraçado e tolo, carinhoso e inquieto. sempre o vi com bons olhos e sempre o quis. a verdade é que passados muitos anos em busca dele, quando finalmente o encontrei, o assumi e o perdi, vi que estava redondamente enganada acerca dele. o amor é egoísta, traiçoeiro e amaldiçoado. não é em vão que o primeiro amor nunca se esquece e que nunca resulta. o primeiro amor, será o último para o resto das nossas vidas. digo isto com certezas como quem parece ter já vivido uma vida, e eu apenas ainda estou na meta dos 18. a idade não importa para nada no amor, porque o coração é que é o condenado e não a minha data de nascimento, maturidade e mentalidade. apenas se sabe que é o amor da nossa vida porque o coração não se esquece embora a cabeça o queira fazer há muito. parto do principio que já tentei esquecer com a cabeça e o coração não deixou. a pessoa de quem amamos pode ter todos os defeitos do mundo, pode ser o nosso contrário e pode fazer tudo o que lhe apetece contradizendo o que nós lhe pedimos, mas lá está... o amor que nos une não nos deixa abrir mão dessa pessoa. falando em experiência própria, conheci alguém que me dava o mundo caso eu quisesse e isso não me fez superar a pessoa de quem realmente amo. porquê? porque é amor o que sinto. ajuda-me escrever sobre isto porque só assim entendo as evoluções que vou tendo quanto a isto. as experiências, essas jamais poderão ser apagadas, então eu escrevo. escrevo para me libertar, escrevo o que sinto e penso. escrevo ao amor, e ao que resta dele. acredito na intensidade das coisas, mesmo que sejam coisas que se repitam vezes e vezes sem conta. acredito que um beijo pode ser melhorado com o tempo, assim como os sentimentos podem crescer, a duração e carinho de um beijo pode perdurar na intensidade do desejo momentâneo. é, há coisas bonitas de se escrever, mas ainda mais bonitas quando as sentimos. não me compres com carinho fingido e beijos sem sentido. não me acarinhes enquanto esperares por algo em troca e muito menos me ames sem saber o que vai aqui dentro. sou complicada, pessimista e muito desconfiada. sou fria, impotente e errada. não sou igual ao que conheces, e por favor não venhas para perto se já souberes que vais partir. sim, ele é do género de rapazes que apelidamos como ser do contra. e ele gosta de ser assim, diferente. ele provoca risos com pouco e a ironia faz parte do seu tom de fala. é sarcástico como ninguém e faz de ti um inculto perto da imensidão da sua inteligência. ele não é nem nunca foi de sorrisos fáceis, mas sempre que sorri o mundo caí-lhe aos pés. ele guarda os amigos no lado esquerdo do peito, embora não sejam muitos, ele sabe que são os melhores. ele quer metas, glórias e transpira talento. é tão bom quando mereces e tão ruim quando assim o vê. o melhor dele, e o que mais se destaca aos meus olhos; não é o feitio absurdamente perfeito, a coragem, as metas que já venceu, não é por ser do contra, torto, tão certo e errado e muito menos é por ele se adorar assim como é… o melhor dele aos meus olhos, é o coração dele. não digo que o destino não seja irónico comigo, porque o é e sempre o foi. que a nossa história já gasta ainda faz sentido não me surpreende muito, pois sempre fomos um do outro e isso sempre esteve à vista de todo o mundo menos de nós dois. eu sempre me questionei porque seríamos nós tão diferentes e distintos dos outros casais que víamos diante os nossos olhos e nunca percebi porque é que em muitas ocasiões os invejava a eles e não a nós mesmos. que estupidez a minha, era tão óbvio. a nossa história nunca vai ser como as outras, começamos logo com o pé esquerdo e não com o direito. sempre funcionamos ao contrário. sempre fomos demasiado tu e demasiado eu, sempre escolhemos os caminhos mais complicados só à espera de que viesse o nosso amor para nos salvar. somos propícios a quedas derivado às nossas grandes diferenças, mas no fundo oh no fundo pertencemos-mos e completamos-mos de uma maneira tão bonita e transcendente que nunca ninguém irá entender, e sabes? que saudades que eu tinha de ser feliz contigo.