
(..) Decidi que vou apagar tudo o que pertence ao meu passado. Por mim e por quem fez parte dele. O lugar dele está claramente bem guardado, e sabendo eu que já não volta, guardo-o com carinho e sem rancor. Irei guardar com grande estima tudo o que aprendi e tudo o que vivi; tudo o que eu fui e tudo o que eu lhe dei. Apesar de não ter sobrevivido sei que foi um amor louco e intenso que tantas pessoas davam o mundo para o saber sentir. Tudo o que houve foi mutuo, puro e ingénuo. Mas mais uma vez a teoria provou-se: « Todos os grandes amores acabam. », e então eu, (..) sigo caminho, sem medos porque sei que ao virar da esquina estará alguém pronto a me abraçar e a me fazer esquecer tudo. Sei que, quando menos esperar a vida encarregar-se-á de me por no lugar. Sozinha ou acompanhada, eu voltarei a ser feliz. (..)