eu sou sincera, já não acredito em finais felizes. se, para se ser inteiro aos olhos de alguém, temos que esconder parte de nós, se temos que nos assemelhar à perfeição criada por outrem então nada disto vale a pena. as pessoas apaixonam-se umas pelas outras e não sabem que o inicio é a maior merda que existe pelo facto de todos nós lhe chamarmos de perfeito. agora que olho para trás, não foi o inicio que foi perfeito, mas sim toda a duração de tal envolvimento. foi perfeito enquanto durou e enquanto não surgiam as diferenças; as tão subtis diferenças que tudo estragaram. é que, quando elas aparecem, as pessoas lembram-se que « no inicio não era assim », mas há muito tempo que se é assim. nós somos sempre nós mesmos, até algo nos fazer mudar. e eu mudei. mudei porque, ser a imagem criada em base da perfeição trás grande peso nas costas, cheguei a essa conclusão hoje. posso sentir-me vazia, mas ao menos já não me sinto com o peso da perfeição em cima, e assim sinto-me mais eu, mais espontânea e muito mais consciente do que sou e não sou capaz. as coisas mudam, infelizmente, nem sempre como se quer que mudem. e eu que não tenho grande facilidade em admitir que fracassei, admito que o fiz. e pode não ter sido o final feliz que tanto quis, mas é o melhor para mim.