quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

18y

hoje faço 18 anos, e, pela primeira vez, as palavras custam-me a sair. não pela falta delas, mas pela igualdade delas. sempre desejei desde há muito tempo atrás que este dia chegasse, e, agora que estou a vive-lo não sinto nada de diferente. sinto-me em paz, feliz, completa... mas esses sentimentos já fazem parte da minha rotina diária. sinto-me igual e banal, não me sinto eufórica, dona do mundo, dona de mim. não sinto nada. e não sentir nada, é para mim a minha pior prenda de anos.

antes que eu me deixe dormir, os meus parabéns para ti do teu melhor amigo que se aproveita de ti em noites de sonho, espero e sei que irás permanecer feliz para sempre, mesmo que eu esteja aqui ou ali, quero que continues igual a ti mesma e não mudes para algo igual, tu és desigual, e isso torna as coisas bonitas, e as coisas bonitas é gostar de ti e fazer-te bocejar de um sorriso cheio de dores discretas de dentes que não tardam esses cisos estão a morder o júnior, quero que continues a dar partidas à vida como ela te as dá a ti. brinca às escondidas agora e deixa que te encontrem apenas no momento oportuno, e que seja realmente phat para tu cuspires do teu armamento biológico mental. resumindo não sejas a tua idade, sê espontânea e real, sê a marie da música que compus, é tão simples, agarra-a bem e não a deixes fugir, porque aquela música é daquelas que te faz chorar de rir, afinal um instrumental triste pode ter uma letra que te fala feliz; afinal um homem sério como eu pode gostar de uma rapariga extrovertida como tu. adoro-te. » fa