domingo, 8 de agosto de 2010

zoofoda

comecei a pensar na sortuda que sou, e cheguei à conclusão que só o sou, porque só acredito em sorte quando acabo de ver que a tenho mesmo e não passo a vida a pensar nisso. é interessante saber, que hoje em dia nós (as novas) mulheres podemos ser tão bem-vistas, tão bem-representadas, e tão bem-sucedidas como os homens. digamos que nós hoje em dia, temos o poder na mão. e, só não comandamos tudo, se não quisermos. nós, mulheres apesar de por vezes sermos mesquinhas e invejosas com outras mulheres, somos vezes sem conta muito mais humanitárias que muitos homens, e isso é porque nós mesmo tendo filhos ou não, teremos sempre um sentido maternal de protecção alheia.
cheguei a muitas destas conclusões, após me ter despedido do meu primeiro emprego que durou apenas dois dias. não completo o nome da firma; primeiro porque não quero fazer publicidade, e segundo porque até o nome me dá nojo, posso é referir que os seus visitantes, que acham aquilo magnifico apenas vêem os interesses deles, e não pensam na escravidão que é para muitas pessoas. o meu instrutor de trabalho, afirmou que temos sempre que seguir as regras. ora vejamos, uma das regras por norma, é ensinar ao novo "inclino" tudo o que deve ser ensinado. ensinar tudo e mais alguma coisa, e a mim não me parece que tenham feito isso. no primeiro dia, ensinaram-me o nome das coisas, como devia atender os clientes, tudo okay até aqui. fiz tudo como deve de ser, e a supervisora nem me disse nada, abanava sempre aquela cabeça em forma de cebola positivamente.
no segundo dia, mandaram-me para a caixa, sítio onde nunca tinha estado frente-a-frente sem ser como cliente, e claro como todo o jovem fiquei um misto de nervosa e curiosa. o problema aqui é que a minha colega era uma vaca de primeira apanha, e com os seus 20 e picos, já se achava dona daquela merda toda. então, ensinou-me tudo a correr; que me entrou num ouvido saiu por outro, e foi-se embora. chegou o primeiro cliente, e atendi, nervosa como o caralho atendi e correu bem. mas de seguida veio outro e eu não me soube amanhar, chamei por essa minha colega e ela feita mula veio a correr ter comigo a gritar já vi que não vales nada aqui, vá baza daqui. vai limpar a loja. a minha vontade foi de a mandar para a santa cona de assobio, mas pensando bem fui limpar a loja muito calminha e na minha. passados uns 10 minutos a limpar a loja e estranhando o silêncio todo, olhei em volta e vi a loja deserta; nada de clientes e colegas. fui à arrecadação, estavam elas todas, com o seu cigarrinho na boca a conversar como se estivessem numa esplanada de café, aquilo entrou-me tão mal no estômago que teria vomitado para cima delas todas naquele instante, mas não me dei ao trabalho de deitar fora o pouco que tinha comido naquele dia. olhara-me de cima abaixo e disseram então que estás aqui a fazer? vai continuar a fazer o que estavas a fazer. e mais uma vez sem dizer nada fui, e foi aí que a chefe me chamou à parte e disse olha as tuas colegas não gostam lá muito do teu serviço, não és nada de especial. eu nervosa como a merda, tive mesmo para gritar com a mulher, mas não desatei a chorar. e lá continuou o meu dia de massacre com umas putas de colegas. 
digo uma coisa, aquela loja não era limpa há meses, e graças a mim ficou a brilhar. nesse dia vendi umas 56 blusas que vezes 12,95€ equivale a 725,20€ e eles ao final de dois dias de trabalho só meu irão pagar 45€ no máximo. está visto, que elas tem o rei na barriga e precisavam duma menina inocente para lhes servir de empregada doméstica, mas aviso já que de mim não me fazem de parva. quem perde são elas, porque eu tenho muito latim para vender, e elas nem 1 blusa chegam a vender quase. depois, ao menos a minha mãe ensinou-me a ser arrumada e a limpar uma casa, elas pelos vistos são as maiores porcas que já vi na vida. visto isto, nem me arrependo de ter dito nada, vou deixa-las sentirem-se superiores, até algum dia lhes cague um cão no caminho.
visto isto, eu sou uma mulher sortuda, tendo em conta que, pelos vistos com 17 anos sou muito melhor que mulheres de 40's em muita coisa, e visto que não admito faltas de tolerância nem regras por cumprir. eu posso, quero e mando em mim. e elas?