« (...) tu não complicas, não empreendes, não te assustas, não te baralhas, não te esqueces, e quando te perdes é de propósito. imagino-te sempre como agora e tenho quase a certeza que nunca envelhecerás, porque guardas o segredo da felicidade, viver um dia atrás do outro, sem pedir mais ao mundo do que paz, alegria. (...)
ajudas-me a conjugar o verbo aceitar, ensinas-me a praticar o verbo esperar, e tens sempre paciência para mim. limpas-me as lágrimas quando imagino que o mundo vai acabar só porque não é tudo como quero e quando quero. e obrigas-me a ser feliz com o que tenho, em vez de viver com a cabeça sempre enfiada no futuro. és mais sábio do que eu e sabes muito bem que o futuro só existe na cabeça das pessoas complicadas, que gostam de tornar a própria existência difícil.
por isso, (...) peço-te que nunca percas essa capacidade de me sacudir e de me fazer rir, de me pôr a dançar e a dizer disparates, de despertar em mim uma miúda que nunca cresceu. (...) »