eu queria tanto deixar de sentir este buraco no peito que me leva a pensar se vale mesmo a pena respirar para me manter viva ou até ter a dádiva de poder existir sequer, quando erro. é que o meu lado racional, funciona graças ao meu lado esquerdo do peito, e por muito que isso me faça errar vezes sem conta, eu não me consigo emendar, pelo menos sozinha.
mas é aí que tu entras, para me salvar o dia; conseguindo salvar-me da minha dor. e consegues levar-me a dor para longe, em tão pouco tempo...
mas é aí que tu entras, para me salvar o dia; conseguindo salvar-me da minha dor. e consegues levar-me a dor para longe, em tão pouco tempo...
e é isso o que mais me custa. necessitar de alguém para me puxar para cima, como se o meu eu fosse tão fraco, que nem ele próprio conseguisse salvar-se. eu, sendo muito dona do meu nariz, nunca me habituei a ter fraquezas, muito menos a pedir ajuda a alguém.
mas contigo é diferente, sempre o foi. vejo em ti a outra parte de mim, que me leva a não questionar o porquê de tanta coisa que outrora me questionei. és como uma alma-gémea, que nem preciso de falar para saber que sabes o que estou a sentir ou a pensar. és o meu melhor amigo, o meu ponto de abrigo. meu coração, minha alma. tu, sempre tu.