quarta-feira, 9 de junho de 2010

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tenho medo que te vás embora. acredita, eu quanto mais tempo estou contigo, mais medo vou ganhando. tenho medo que o verão estrague tudo. e, se no ano passado morri de saudades, por não te ver três semanas, este ano vou morrer de saudades por não te ver três dias. 
eu sei, é uma grande diferença. mas a diferença tem uma explicação. passei os últimos 9 meses enfiada dentro de salas de aula, sempre contigo ao meu lado. lado a lado. convivi durante 9 meses, quase 24 horas por dia contigo, apeguei-me demasiado a ti. viciei-me demasiado em ti, e com isto tudo só fiquei a gostar mais de ti.
tens sido o melhor namorado desde que me conheço, o melhor companheiro de trabalho, o melhor conselheiro, o melhor "guarda-costas", o melhor amigo. e vai ser tão difícil estar longe de ti tanto tempo. vai custar-me usar tanto o telemóvel, ou o msn... vai ser estranho andar sempre a querer ver-te e saber que nem sempre irei poder. irá ser estranho ir para a praia e não poder estar contigo como me habituei. vai ser estranho poder estar contigo só à noite, e mesmo assim... sabe-se lá de quanto em quanto tempo.
com estas mudanças que aí vêem, só não quero que me esqueças, nem que que queiras ir embora de novo. eu não aguentaria outra partida. 
passamos até hoje 362 dias juntos e já não me imagino sem ti. engraçado que todos dizem isto e no final esquecem-se e seguem em frente. eu própria já fiz outras promessas a outros, disse que era para sempre e que nunca me iria esquecer... mas foram casos diferentes. eu nunca senti cada palavra que dizia, como sinto quando tas digo a ti. eu por eles, nunca senti com o coração. e contigo sim.
não te vás embora. fica comigo, e promete-me que este verão não vai estragar nada. eu amo-te tanto que até me mete doente e insegura.
incrível como conseguiste mudar tanta coisa em mim, menos este meu problema chamado: insegurança. contudo, acredito que dias bons também virão, e nem tudo é tão mau quanto pintamos, porque eu até gosto de matar as saudades uma a uma contigo, e gosto tanto da maneira como o fazemos.
eu só não prometo estar sempre feliz, como tu gostas que esteja e que seja sempre querida, porque sei que não vou conseguir ser sempre quando a insegurança se apoderar demasiado de mim; mas prometo continuar a gostar sempre de ti, e a lutar cada dia para me manter firme e convencida que irá valer a pena.
no final disto tudo, deste desabafo que provavelmente nem irás ler, só me apetece ir correr a ter contigo abraçar-te e chorar no teu ombro... mas eu sei que não posso.