parece que há uma primeira vez para tudo. e hoje foi a primeira vez que me senti sem pés no chão, e sem razão. hoje pela primeira vez, senti-me com a dúvida de que isto poderia terminar. senti-me vazia, incompleta e fora de mim. e o pior, é que só me apercebi disso quando me confrontaste, e as lágrimas que queriam sair, ficaram presas com angústia. mas eu também me senti pequena e minúscula, enquanto tentava arranjar argumentos que tanto tu como eu sabíamos que seriam incorrectos. tu fazias-me ver a razão do teu lado, e eu teimava em insistir em dizer que tudo o que te tinha dito anteriormente era com razão. (...)
mas, apesar disto tudo eu sei que não me senti mal sozinha. eu sei que também te custou todo o desprezo de o dia de hoje, toda a falta de carinho, todo o pouco ou quase nenhum contacto. eu sei que também te doeu dizer que tínhamos de falar. eu sei que te doí cada erro meu, voluntario de cada erro teu.
eu sei que dói a ambos quando não dizemos nada. eu sei que dói aos dois cada frase mal entendida, cada verbo mal conjugado, cada gesto mal interpretado. mas doí mais pensar que fui fraca ao ter medo que isto termine. e fui fraca, porque não acreditei pela primeira vez em nós... desculpa meu amor, desculpa.