eu posso estar a ficar louca, posso estar a perder tudo aos poucos... mas não estou perdida. eu continuo a saber quem sou, o que quero e como quero. eu continuo a lutar pelos meus sonhos como no inicio, continuo a querer-te ao meu lado, continuo a querer ter uma vida contigo.
a minha loucura já vem de há muito, e desde que me conheço sempre fui de imaginar demasiado. sempre fui de me preocupar demasiado. sempre fui de ter demasiado medo. mas isso não quer alguma vez dizer que eu queira desistir de tudo aquilo que construí até hoje.
e quando falo de perder tudo aos poucos, é a minha sanidade mental. é a minha concentração nas coisas. é o meu entusiasmo. porque eu também fico cansada, eu também baixo os braços de vez em quando. eu também sei ser egoísta e só pensar em mim. eu também sei ser fria e não deixar o coração comandar-me. eu por incrível que pareça, também sei esquecer tudo aquilo que me ensinaste quando estou perdida nos meus pensamentos menos correctos sobre coisas que nos dizem, contra nós.
infelizmente, eu também sei imaginar o que é estar sem ti, e isso faz-me perder o juízo. faz-me tanto mal, pensar que às vezes as pessoas podem estar certas, quando dizem que nada dura para sempre. mas sabes, eu gosto de pensar que somos diferentes, e gosto de saber que pensas da mesma forma que eu. mas magoa-me cada palavra vinda deles, cada sorriso irónico vindo deles, que são como pequenas facadas no meu frágil coração. mas eu sou forte ao ponto de me manter firme, e de continuar a sorrir melancolicamente e dizer que eles também podem estar errados. e sabes que no fundo, só quero que o estejam de uma vez por todas.
eu não estou perdida naquilo que sinto por ti, nem estou perdida naquilo que temos. mas estou a perder terreno, quando penso demasiado em coisas que não tem sentido. e aqui entram as pequenas inseguranças. bolas, onze meses contigo e só agora é que me deram medos, será uma fase maluca a por-me à prova? se é, infelizmente não está a conseguir fazê-lo como quer, porque em cada alínea menos bem passada contigo, eu apesar de ficar mal, fico mais forte e com mais vontade de experimentar estes medos para ver até onde irá dar...
eu no fundo, sei que sou igual a todas as outras raparigas por ter medo, receio, ciúmes descontrolados por vezes, ataques de mau-feitio... mas depois, e se pensar bem... há uma coisa que sou diferente. eu sou diferente delas todas, porque te amo de uma maneira que nunca ninguém te amou ou te poderá vir a amar; porque eu não te amo só com o coração. eu também te amo com a cabeça e com o corpo.