sabes o quanto dói? a tua ausência, a falta da tua presença? sabes o quanto me custa? não te ver? não te tocar? não te cheirar? sabes quanta falta me fazes? tu não sabes. não sabes o quanto me custa levantar todos os dias e saber que não te vou ver, que não te vou ouvir, não te vou poder sentir. não sabes o quanto custa ver as horas passarem, e não haver uma réstia de esperança de te ver. sabes o que quero dizer? quero dizer que não consigo sorrir, se não estás aqui. porque tu sempre que vais embora, levas contigo quase tudo aquilo que tenho de bom. levas-me o sorriso, levas-me a esperança, levas-me o coração, levas-me a alma. e o que fica para mim? de ti, fica a saudade, a ausência, fica a dor e a mágoa que cada vez me destroem mais. mas tu não tens culpa, oxalá que tivesses. oxalá que um dia ficasses tu com a pior parte de mim e visses que quando não estás, não resta nada. não há mais nada. quem me dera poder lutar contra isto, parar; pensar e rir. rir de mim própria, rir disto tudo, rir destas palavras inúteis que tanto me magoam, mas que me aliviam a dor. rir-me de cada palavra aqui soletrada. rir-me das lágrimas que me acompanham durante a tua ausência, rir-me da saudade que guardo cá dentro. mas eu sei que não posso. e não posso porque tu levaste contigo o meu sorriso, só te peço: cuida bem dele, ama-o. e, um dia destes quando me vires, devolve-mo. hoje só te peço o meu sorriso.