segunda-feira, 30 de novembro de 2009

tu gritas-me silenciosamente ao ouvido que é para sempre. mas o que é o para sempre? o que está para depois do teu para sempre imaginado? o que está desenhado e bem construído nessa tua cabeça? gritas sem gritar, mostras sem mostrar, dizes sem dizer. sentes, eu sei que sentes. eu também sinto, eu também quero, eu também acredito.
mas explica-me o que é o teu futuro. é o mesmo que o meu? diz-me quais é que são as tuas ambições. são as mesmas que as minhas? no fundo, eu sei que são... mas que também não o são. conheço-te e ao mesmo tempo és-me desconhecido, incerto. um mundo à qual por vezes não sei se hei-de remar contra a maré, se me hei-de deixar levar por ela.
quem és tu? o que queres? no que acreditas? o que pensas? o que queres dizer com o para sempre?
eu sou a débora. quero-te a ti. acredito em mim, mas parte de mim só é completa por conseguir acreditar também em ti. penso que no fundo, sei tudo; mas quando penso bem percebo que afinal não sei nada. o meu para sempre, é um modo de te mostrar o quanto te quero. pode o sempre durar dias, semanas, meses, anos. pode mesmo até conseguir durar uma vida, e ser um para sempre completado. mas diz-me, quem é que nos garante, que o para sempre não será um até amanhã?