quinta-feira, 12 de novembro de 2009

cinco

são cinco meses que já partilhamos juntos. cinco meses de duas vidas transformadas numa só, cinco meses de pura conexão. cinco meses meus, cinco meses teus, cinco meses nossos. e ainda te amo como no primeiro dia, sem tirar nem por. sem deixar nada de lado.
cinco meses já são uma mão cheia. cinco meses que passaram a correr, cheios de bons momentos contigo, partilhas, confidências, trocas de sentimentos... e uma nova etapa nas nossas vidas, novos descobrimentos. juntos crescemos dia após dia, começamos as manhãs com os bons dias ensonados, juntos aprendemos, como dizes desfrutamos de uma boa dupla escolar, rimos, brincamos. como todos os casais normais, temos dias menos bons. dias em que a tensão permanece e por vezes faz parecer que algo de errado se passa. mas juntos conversamos, ajudamo-nos um ao outro. é como aquela tua frase na «na amizade a matemática faz sempre sentido, o teu problema, o meu problema, agente divide.», e aí a harmonia volta a estar junto de nós. como sempre, ela é a nossa melhor companheira. sempre o foi.
contigo cresço dia após dia, contigo aprendo dia após dia, contigo torno-me melhor pessoa, aprendo a ver o lado correcto das coisas, contigo aprendi a ser eu sem medo, sem receio. e sem medo de me entregar, pertenço-te como nunca pertenci a ninguém. contigo é tão fácil imaginar novos caminhos, novas palavras, novas coisas para serem ditas, novas brincadeiras, novos sonhos, novas cores.
digo-te coisas complicadas do género «gosto de ti, mas às vezes adoro-te, e outras até te amo. umas vezes gosto e adoro, outras  gosto e amo. umas vezes adoro e gosto, outras adoro e amo. depois amo e gosto, e amo e adoro. por vezes quando me irritas,  eu chego a odiar-te e amo-te enquanto te odeio.» para te fazer pensar, para te tentar demonstrar uma nova perspectiva de como posso sentir tanta coisa ao mesmo tempo por ti. e é tão bom, sabe-me tão bem.
sei que às vezes sou fraca e pergunto-te «gostas mesmo de mim?», mas sabes meu amor a insegurança é um dos meus defeitos e por mais que me mostres que é real, que sentes eu não consigo lutar todos os dias contra ela. peço desculpa quando sou mais fraca e vulnerável. peço desculpa quando me torno o oposto do meu rosto e fico em transe, perdida na tristeza, à qual tu nunca te habituaste.
e se algum dia eu chegar a parecer baixar os braços, levanta-mos. luta comigo, faz-me ver, grita comigo. faz-me cair na realidade. faz-me sair deste meu eu desconhecido. e faz-nos permanecer sempre assim: juntos.