domingo, 18 de outubro de 2009

resumo da história.

26 de abril de 2009 - 00:06:12
« não consigo arranjar palavras para descrever o que me fizeste. um dia pertenceste-me de tal maneira que nunca pensei que fosse precisar de mais ninguém. um dia deste-me tanto, um dia soube-me tão bem pensar que poderia vir a pertencer-te. soube-me tão bem sentir-me novamente apaixonada, e sem medo de querer avançar. sem medo de me deixar levar.
eu sei, passamos muito pouco juntos. mas diz-me o que significou para ti? que mudou na tua vida? sentis-te o mesmo que eu alguma vez? foste sincero alguma vez? em cada olhar, em cada toque, em cada beijo?
eu gostava de poder acreditar que isto não passa dum pesadelo. de um sonho mau, em que teima me deixar presa a ele. eu quero acordar, quero voltar ao nosso quase 'nós', e quero voltar a sorrir ao ver-me ao espelho. quero continuar a sentir-me especial. quero continuar a brilhar.
mas a felicidade aqui, não quer participar. deixaste-me, apunhalaste-me pelas costas. usaste-me, e quando te fartas-te jogaste-me fora. como todos os outros fazem, como os normais, os iguais aos iguais o fazem.
pensei que fosses diferente, que... finalmente teria encontrado a pessoa certa, e iria poder amar. amar, até não poder mais. sentir algo diferente, único e especial. nada a ver do que senti até agora. mas não, cortaste-me os meus sonhos pela raiz. disseste-me tudo o que pensavas, e não mediste as palavras.
magoaste-me tanto. mas tanto, eu nunca me senti tão embaixo como me senti há poucas horas atrás. a verdade, é que eu comecei a sentir por ti, algo inexplicável. algo que nem eu sei o que é. não sei se é amor daqueles que só aparecem em filmes e novelas, se é paixão. daquelas arrebatadoras, e eloquentes. (...)
eu não quero chorar mais por ti. agora, vou continuar em frente e (tentar) esquecer-te. a minha vida, já não dependerá mais de ti, porque eu não o vou deixar. irei pagar-te na mesma moeda. irei fazer-te sentir a minha falta. e sim, se possível... irei também a ti apunhalar-te. irei rir-me de ti, e irei dizer a alto e bom som: já te esqueci. (...)
meu amor, tchau e até qualquer dia. »